Como o que eu como pode influenciar quantos anos eu vou viver?

 

 

 

Quando nasci meus pais tinham uma certeza: eu não viveria para sempre! Como eles também não viveriam… inclusive meu pai já faleceu há quase 5 anos, aos 69 anos.

Por ser médico, algo me intrigava: meu avô faleceu com quase 90 anos após uma queda de bicicleta e minha avó veio a falecer 1 ano após meu avô, por volta de 85 anos. Se no DNA do meu pai estava uma genética apta para viver 90 anos como o meu avô, por que aos 46 anos ele quase faleceu vítima de um infarto do miocárdio, precisou fazer uma cirurgia de ponte de safena aos 62 anos e veio a falecer aos 69 anos?

As pesquisas que tenho lido tem me levado a crer que a má alimentação dele contribuiu de maneira significativa para inibir a genética de longevidade do meu pai que o levaria a 90 anos ou mais.

Em resumo, estas pesquisas mostram, que a sensibilidade aos nutrientes que ingerimos provocam reações químicas no nosso corpo que levam ao envelhecimento.

Quando eu era criança, lá no interior do Ceará, achava que comer muito era sinal de fartura. Lá tinha um ditado que criança “gordinha” era criança saudável!

Hoje tenho um novo conceito: comer demais, principalmente, alimentos pobres nutricionalmente, pode ser um sinal de falta de saúde atual ou futura.

Como meu pai era diabético e infartou (tinha várias placas de colesterol nas artérias do coração), “preventivamente” tomava medicamentos para baixar o colesterol e a glicose que estavam acima do considerado normal. Porém, como continuava comendo bobagem, alimentos sem nutrientes adequados, tinha fome em poucas horas novamente, o que me levava a comer mais alguma bobagem e o ciclo continuava. Resultado: apesar da medicação meus exames não mostravam melhora significativa… Nem me sentia uma pessoa saudável…

Depois que passei a me alimentar melhor, com mais qualidade e menos quantidade, consegui perder peso, ter mais energia para os desafios do dia a dia, interrompi todas as medicações que usava, e a melhor parte, meus exames estão excelentes: glicose, insulina de jejum e hemoglobina glicada excelentes!

Quando nos alimentamos melhor uma série de reações químicas e ação hormonal passam a funcionar melhor, proporcionando mais saúde ao nosso corpo, menos inflamação, permitindo assim maior longevidade, com lucidez e independência.

E o mais interessante, depois de um período de adaptação com boa nutrição, ficar em jejum não é sacrifício, tem sido até prazeroso para mim ficar 16, 18 até 24 horas sem comer nada, pelo menos uma vez por semana, somente me hidratando com abundância! Meu corpo se sente muito melhor, rendo mais nas minhas atividades. Eu tenho conseguido me exercitar-se sem dificuldade, sem nenhum desconforto.

É durante o jejum, por exemplo, quando dormimos, que nosso corpo se renova,  nossas mitocôndrias funcionam melhor, ocorre o conserto das falhas no nosso DNA e nos nossos tecidos, eliminamos as células que já não funcionam tão bem, diminuem a inflamação e o nível de insulina no nosso corpo – que está envolvida na deposição da gordura na barriga.

Recentemente li um livro, A Dieta da Mente, escrito por um neurologista, que abordou a relação entre a má nutrição e as doenças neurológicas. Lá ele também abordou como evitar estes males através de uma boa alimentação, que é aquela que nossos avós comiam, alimentos, preferencialmente, orgânicos e não industrializados. E citou também a prática do jejum, por exemplo, o jejum intermitente, como uma das práticas mais interessantes para a saúde neurológica.

Que tal você conversar com seu médico sobre os benefícios que comer menos e melhor pode trazer para sua saúde?

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