Como passar por Dezembro sem engordar?!

Estamos chegando ao fim de 2018! Dezembro, mês rico em confraternizações do trabalho, escola ou universidade, família e as famosas ceias de Natal e Réveillon.

Comida e bebida farta, uma tentação para comermos mais do que precisamos e como resultado ganho de alguns quilos na balança que nem sempre serão fáceis de eliminar. E caso esta história se repita a cada ano a numeração da roupa só tende a aumentar…

O problema não é somente estético, é também prejudicial para a saúde, haja vista que quanto mais gordura acumulamos, maior o nível de substâncias inflamatórias circulantes, o que leva a danos para nossa saúde.

Mas saiba que é possível passar por Dezembro sem engordar e sem abrir mão das confraternizações com os amigos e amigas!

Uma das estratégias é através do jejum intermitente. Jejum intermitente é você abrir mão conscientemente de alimentar-se, ou seja, você determina que só irá alimentar-se após, por exemplo, 16 horas sem alimentar-se.

Difícil? Não!!! Se você jantar às 20:00 horas, pular o café-da-manhã do dia seguinte e almoçar às 12:00 horas você ficou de jejum 16 horas.

Há vários protocolos de jejum intermitente:  alguns ficam 16 horas sem alimentar-se, outros 20 ou 24 horas, uns praticam o jejum intermitente uma vez por semana, outros 2 ou mais dias da semana.

Estudos demonstram que o jejum intermitente é mais tolerável a longo prazo do que restringir a quantidade de calorias todos os dias, como fazem boa parte das dietas. Isto ocorre porque neste último você precisa ficar contando toda e qualquer caloria que você ingerir, o dia todo e todos os dias. Se torna estressante.

No jejum intermitente você simplesmente não come por um período determinado por você e nos demais períodos come normalmente. Importante ressaltar a necessidade de manter um balanço adequado entre as proteínas, gorduras e carboidratos complexos na dieta, tanto nas refeições no dia do jejum, quanto nos dias de alimentação normal.

Além de reduzir o peso, há melhora em vários parâmetros da saúde, como por exemplo, aumento do HDL (colesterol bom), redução dos triglicérides, da insulina e da glicose, e redução do LDL (colesterol ruim). Ou seja, ocorre redução do risco cardiovascular e  metabólico. Estudos sugerem melhoras também na memória, redução do risco de câncer e melhora da resposta ao tratamento do câncer, e melhora da flora intestinal, que leva entre outras coisas a melhor digestão.

Algo que faço diariamente, inclusive nos dias de jejum, é tomar um suplemento com algumas vitaminas e minerais. Como não sei se o agricultor tem reposto todos os nutrientes do solo onde ele planta os vegetais que consumimos em casa, optei por repor estes suplementos. Não podemos esquecer também do ômega 3! Importantíssimo para nossa saúde! Escrevi aqui sobre o resultado de grande estudo do ômega 3.

Caso esteja pensando como implementar o jejum intermitente este mês para evitar engordar e melhorar sua saúde converse com seu médico ou nutricionista de confiança para orientá-lo. Até o próximo post.

Diabetes Não!

Plagiando um pouco o momento eleitoral aqui no Brasil escrevo hoje sobre um insights nas leituras que tenho feito ultimamente, em especial da New England Journal of Medicine.

Na edição do dia 18/10/2018 há a publicação de alguns estudos de prevenção primária. O que é isto? É avaliar se algo que você faz evita que algo venha acontecer pela primeira vez, por exemplo, um infarto. Já a prevenção secundária é fazer algo para evitar que alguma doença, por exemplo, um infarto ou acidente vascular cerebral, venha acontecer pela segunda ou terceira vez. A intervenção utilizada e pesquisada nestes estudos foi o uso de aspirina 100 mg ao dia.

Um dos estudos publicados, o ASCEND Study, avaliou se administrar aspirina 100 mg ao dia reduziria o risco de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou ataque isquêmico transitório, ou morte por alguma causa vascular, desde que não seja por hemorragia, em pacientes diabéticos que não tinham doença cardíaca conhecida.

Por que foi realizado este estudo? Porque o paciente diabético tem um risco de problema cardíacovascular ou neurovascular 3 a 4 vezes maior que pacientes sem diabetes. Como aspirina já está consagrada como benéfica para prevenção secundária e havia dúvida se seria benéfica para prevenção primária em diabéticos sem problemas cardiovasculares realizaram esta pesquisa.

Resultado da pesquisa, depois de 7,4 anos: o uso de aspirina 100 mg ao dia por diabéticos, sem problemas cardíacos prévios, teve uma redução de risco de 12%.

Que bom! Vamos comemorar e passar aspirina para todos os diabéticos sem problema cardíaco conhecido? Não!!!!! Os diabéticos que usaram a aspirina tiveram um aumento de sangramento de 29%!!! Ou seja, o risco de hemorragia não compensava o benefício. E para uma pessoa se beneficiar com o uso da aspirina foi necessário que 91 pessoas tomassem a medicação por 7,4 anos.

Mas por que o título do artigo é #Diabetesnão!?

Porque o diabetes, em especial o tipo 2, é uma doença nutricional! Ou seja, hábitos alimentares focados em carboidratos simples, tem tornado a população obesa ou com sobrepeso! Neste estudo, por exemplo, somente 14% tinham o peso normal, considerando o IMC<25. Oitenta e seis porcento estavam acima do peso. Como o excesso de peso, a resistência a insulina e diabetes, andam juntos, se a pessoa tiver um estilo de vida saudável, alimentação com pouco carboidrato simples, dormir bem, praticar atividade física regulamente, ela reduziria o peso. Reduzido o peso é possível evitar ou adiar o início do diabetes e ter um risco de evento cardíaco 4 vezes maior que a população sem diabetes.

Assim, se você tem excesso de peso ou já sabe ter resistência insulínica ou diabetes converse com seu médico de confiança para implementar mudanças no seu estilo de vida! Tratamento medicamentoso, sem estilo de vida saudável,  pode melhorar alguns pontos, mas também pode piorar outros

Por isto #DiabetesNão!