Complicações do diabetes tipo 2

No post anterior escrevi sobre as complicações microvasculares do diabetes. Hoje escreverei sobre as complicações macrovasculares mais comuns.

Aterosclerose. A aterosclerose é a deposição do colesterol oxidado (modificado) nas artérias que estão inflamadas. Isto leva ao enrijecimento e estreitamento das artérias, reduzindo a chegada de oxigênio e nutrientes para as células irrigadas pela artéria comprometida.

Quando o estreitamento é total ou severo ocorre, por exemplo, o infarto do miocárdio ou angina, no coração, acidente vascular cerebral no cérebro, e a doença vascular periférica nas pernas. O diabético tem um risco muito maior de aterosclerose. Para você compreender mais fácil o quanto o diabetes é grave imagine um paciente sem diabetes que infartou. Pensou? O risco de um diabético ter um primeiro infarto é semelhante ao desta pessoa que já infartou uma vez ter um segundo infarto! Diabetes não é brincadeira! É uma doença silenciosa que quando fala pode ter consequências letais ou incapacitantes!

A aterosclerose vai acontecer em uma região inflamada das artérias. Esta inflamação é favorecida pelo tabagismo, diabetes, estresse, pressão alta e falta de exercícios, ou seja, por situações que você pode mudar através de hábitos de vida saudáveis.

Doenças cardíacas. O infarto do miocárdio é a complicação mais comum e mais temida do diabético. Dados do estudo de Framingham mostram que o diabético tem o dobro de risco de infarto do miocárdio. A maioria dos diabéticos acima de 65 anos morrerá por causa cardíaca ou acidente vascular cerebral. Os demais sobreviventes poderão ser acometidos de incapacitações que restringirão sua qualidade de vida.

Acidente vascular cerebral (AVC). Acontece quando ocorre a obstrução da artéria que irriga o cérebro. Dependendo da artéria comprometida os sintomas variam. Alguns podem apresentar dificuldade para falar, outros para movimentar um lado do corpo, outros perdem a consciência, outros perdem a sensibilidade… O diabético tem um risco 150% maior de apresentar AVC.

Doença vascular periférica. É a obstrução nas artérias que irrigam as pernas causada pela aterosclerose. Geralmente provoca dor, por exemplo, nas panturrilhas, ao caminhar, podendo levar ao longo dos anos a incapacitação. Também contribui para dificuldade de cicatrização de ferimentos nos pés. Se além do diabetes o paciente fumar aí o risco de desenvolver aterosclerose é aumentado ainda mais.

Outras doenças são mais comuns nos diabéticos. O mal de Alzheimer que provoca perda da memória, mudança de personalidade e problemas cognitivos tem sido chamado de diabetes tipo 3 por alguns pesquisadores devido a íntima relação entre diabetes e Alzheimer.

A esteatose hepática também tem sido relacionada com diabetes.

Maior facilidade de ser acometido por infecções, tanto bacterianas como por fungos.

Disfunção erétil é três vezes mais comum nos homens diabéticos do que naqueles não diabéticos. Estima-se que 50% dos homens diabéticos com mais de 50 anos tenham disfunção erétil.

A lista de danos que a glicose elevada, comum nos diabéticos, pode levar é grande. Então converse com seu médico sobre seu risco de tornar-se diabético. A dosagem de glicose no sangue é um dos parâmetros para diagnóstico de diabetes. Para a prevenção há outros exames que seu médico pode solicitar que avaliar o risco de você tornar-se diabético.

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Até o próximo post!

Azeite de oliva pode reduzir fraturas por osteoporose.

Esta é a conclusão de um subgrupo do estudo PREDIMED que avaliou o efeito do consumo de azeite de oliva extra-virgem sobre a incidência de fraturas em pessoas maiores de 50 anos.. 

Mas o que é a osteoporose?  

É uma doença que pode atingir qualquer osso do corpo, tornando-o menos forte pela perda de minerais, em especial, o cálcio. E quanto mais fraco o osso, maior o risco de fraturas ósseas, por exemplo, no fêmur e vértebras, levando a perda da qualidade de vida da pessoa. O grau mais leve de perda de minerais é chamada osteopenia. 

A osteoporose não atinge só as mulheres, homens também podem ser acometidos por ela. 

Estima-se de até 45% dos homens tem perda óssea na densitometria e que 20% dos homens maiores de 50 anos irão apresentar uma fratura relacionada com a osteoporose. 

Mas como a ingestão de azeite de oliva poderia prevenir as fraturas em pessoas com osteoporose? 

O azeite de oliva atua prevenindo duas causas de osteoporose que são a inflamação e o estresse oxidativo. 

O osso normal está em renovação constante através do equilíbrio entre a degradação e formação óssea. Na pessoa com inflamação e/ou estresse oxidativo este equilíbrio é rompido e a destruição óssea é maior que a formação de novo osso, levando a osteopenia e posteriormente a osteoporose. 

O estudo PREDIMED, publicado em fevereiro de 2018, mostrou que as pessoas que mais consumiam azeite de oliva extra-virgem tiveram uma risco de fraturas 51% menor de fraturas em relação aos que consumiam menos. 

Vários artigos foram publicados com os dados do estudo PREDIMED, inclusive com melhoras significativas para a saúde cardiovascular.

Em breve publicarei mais post aqui no blog.

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