Importância da atividade física na manutenção e aumento da saúde!

Você tem praticado atividade física regularmente? Se sim parabéns! Se não, você está deixando passar uma oportunidade de manter e/ou aumentar sua saúde, principalmente, se praticar atividade física de maneira correta.

Pois dependendo do exercício e do modo que pratica os exercícios os resultados podem ser menores do que você imaginava obter.

Para aumentar a saúde e o bem-estar há exercícios melhores que outros.

Pesquisas tem mostrado que a MUSCULAÇÃO e o treino intervalado (HIIT) levam a melhores resultados.

CORRIDA também seria uma boa opção, desde que seja por até 30 minutos, segundo algumas pesquisas. Acima disso, a inflamação e produção de radicais livres poderiam trazer prejuízo à saúde. Lembra das Olimpíadas? Os corredores das provas de 100 metros, que duram 10 segundos, aparentam ter bem mais saúde do que os atletas que competem na maratona, provas que duram mais de 2 horas.

Há exercícios que vão melhorar a saúde cardiorrespiratória e há outros que vão melhorar a saúde emocional, como o Tai Chi Tchuam, por exemplo.

Qualquer exercício é melhor do que ficar parado. Por isso, os smartwatch, os relógios inteligentes, como o Apple Watch, Garmin, entre outros, já avisam os usuários que precisam movimentar-se a cada hora. Mas quanto mais intenso o exercício melhor! Então converse com seu médico e educador físico para orientar o máximo de intensidade que você pode atingir e como chegar neste máximo.

Mas por que a prática de atividade física é importante para nossa saúde?

Porque o nosso corpo se adapta a situação que está vivenciando. Exemplo: se não utilizamos os músculos dos membros superiores (braços) eles se atrofiam, porque não precisam ser grandes, gastar muita “energia” produzida pelas mitocôndrias (parte da célula que gera energia) sem tem com o que gastar, pois não são estimulados. Já no outro extremo, se fizermos muita musculação com os membros superiores, a cada dia a musculatura crescerá, conseguiremos aumentar a carga (peso) e teremos mais saúde, pois quanto mais músculo, mais saudáveis seremos por ter muitas mitocôndrias gerando energia para o nosso corpo gastar. Dificultando assim o desenvolvimento das doenças.

Atividade física pode e deve ser realizada por qualquer pessoa. É só adaptar-se a sua situação atual. Exercício físico é tão importante que pacientes submetidos a cirurgias cardíacas, ortopédicas, aguardando transplante cardíaco, entre outras, são estimulados pelos fisioterapeutas a exercitar-se precocemente, tanto na fase hospitalar como após a alta hospitalar.

Outra informação importante: Quanto maior a regularidade da atividade física semanal, melhor; respeitando sempre o período de recuperação de cada grupo muscular. Quanto mais tempo você pratica atividade física, também mais saudável será. Veja o exemplo de Abílio Diniz que começou se exercitar-se há mais de 50 anos e hoje está colhendo os frutos aos 83 anos, em plena forma física, mental e intelectual, trabalhando comandando grandes empresas.

Para obter um melhor resultado é necessário ter uma alimentação adequada.

Se tiver condições faça atividade física com supervisão na academia, por exemplo. Ou na clínica caso você precisa de supervisão especializada devido uma situação específica. Mas é possível praticar atividade física ao ar livre, nos parques ou praças. Aqui em Brasília há vários pontos onde há aparelhos nas quadras para a prática de atividade física. Em várias cidades do país existem aparelhos semelhantes. Podemos praticar também em casa assistindo vídeos no YouTube ou aplicativos dos celulares.

Para ter e/ou aumentar a saúde é necessário esforço. Por isto quanto mais intenso o exercício, quanto mais aumentar sua frequência cardíaca, ou maior o peso na musculação melhor, mais benefício para a saúde! Mas sempre faça uma avaliação antes com seu cardiologista, que possivelmente, solicitará um teste ergométrico para orientá-lo quanto esforço sua condição permite. Comece devagar e vá dificultando aos poucos a intensidade do exercício.

Nas Lives que tenho feito no Instagram tenho frisado o quanto é importante estarmos o mais conscientes possível de todos os nossos atos ao longo do dia. Está focado no que estamos fazendo. Com a atividade física é igual. Faça o exercício pensando em cada movimento que está fazendo, se está na posição correta, se estiver correndo prestar atenção se a pisada está adequada… Por isso que quando faço atividade física não uso fone de ouvido nem assisto televisão na academia para não me distrair, executar o exercício de maneira errada e me machucar. Qualquer sinal de desconforto interrompa o exercício!

A Musculação é a atividade que mais melhora a saúde.

À medida que envelhecemos perdemos massa muscular se não fizermos musculação. Isso pode levar à sarcopenia que é um indicador de envelhecimento e causa de doença. Pois quanto mais fraco ficar o corpo, maiores serão as doenças instaladas. E quanto mais recuperar a massa muscular e a força mais saúde irá recuperar.

Se tem dúvida sobre como começar a musculação segue algumas dicas: preste atenção na postura correta; comece com pesos bem leves e aumente gradativamente até atingir o limite tolerável que é a falha muscular; se sentir dor ou algum desconforto pare; não se distraia com o movimento da academia, barulho de música ou televisão; não se comparece com ninguém, o foco é você está melhor hoje do que estava ontem.

Treino Intervalado HIIT (treinamento intervalado de alta intensidade).

Neste tipo de treino você faz o exercício, por exemplo, correr na maior velocidade possível por um período de tempo curto, descansa alguns segundos, e repete este ciclo várias vezes. No método Tabata alterna 20 segundos de exercício intenso com 10 segundos de descanso, 8 ciclos. Quanto mais intenso o exercício melhor o resultado, com aumento da sua capacidade cardiorrespiratória. Aqui vale a recomendação de conversar com seu médico ou educador físico sobre sua aptidão.

Quanto aos exercícios aeróbicos, como corrida, ciclismo, natação , entre outros, estudos tem sugerido que a produção de radicais livres, que inflamam e envelhecem nosso corpo podem ser maiores do que conseguimos nos defender em exercícios longos, superiores a 30 minutos. Então converse com seu médico ou educador físico se quiser começar a treinar para uma maratona sobre os benefícios e eventuais malefícios para o seu templo.

Não sei quando você leu este texto, mas no dia 7 de setembro de 2020 farei uma Live no Instagram abordando a importância da prática de atividade física na saúde. Se perdeu devo deixa-la gravada no Instagram e no YouTube.

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Você sabe o que é bioimpedância?

O peso corporal é a soma de diferentes componentes: água corporal, massa magra, massa gorda. Para manter a saúde é essencial garantir uma composição corporal equilibrada.

Há várias maneiras de avaliar quanto temos de peso, massa magra, massa gorda e água corporal. A bioimpedância, principalmente, as mais modernas, é um método onde obtemos estes valores de maneira rápida, barada e segura.

A medida do IMC (índice de massa corporal), baseada só no peso e altura não é um marcador de saúde tão eficaz quanto os dados fornecidos pela bioimpedância. Analisando só o IMC é possível que duas pessoas com o mesmo peso e altura, sendo uma musculosa e outra obesa, sejam classificadas da mesma maneira, porém, sabemos que a pessoa obesa tende a ser menos saudável que a musculosa.

Água Corporal Total:

A água em nosso corpo está no sangue, músculos, gordura, órgãos e dentro de todas as células do corpo. Para analisar tudo isso é importante saber quanto está fora da célula e dentro da célula. As bioimpedâncias modernas conseguem informar quanto de água há em cada compartimento.

Água Extracelular: Aproximadamente 40% da água corporal total; é a água localizada fora das células, incluindo fluido intersticial, plasma e fluido transcelular. A Água Extracelular é importante pois ajuda a controlar o movimento de eletrólitos, permite que o oxigênio chegue nas células e elimina as toxinas produzidas pelos processos metabólicos. Ter água demais fora das células pode ser um indicativo de inflamação e/ou edema no corpo (retenção de líquido).

Água Intracelular. É a água localizada dentro das células. Em uma pessoa saudável corresponde a, aproximadamente, 60% da água total do corpo. Na Água Intracelular é onde ocorrem importantes processos. Apesar de ter muitas funções, uma das mais importantes é permitir que moléculas sejam transportadas para várias organelas dentro das células.

Pessoas musculosas tendem a apresentar aumento da água intracelular. E também da água corporal total.

Já pessoas edemaciadas, por exemplo, por problema cardíaco ou renal tendem a apresentar aumento da água extracelular.

A taxa metabólica de repouso é a quantidade de calorias que queimamos em repouso. É a quantidade básica de calorias que necessitamos para nosso corpo manter suas funções vitais. Com o aumento da massa magra, ocorre um aumento das necessidades energéticas, que resulta em uma taxa metabólica de repouso maior, o que facilita a manutenção do peso ou mesmo a perda de gordura.

O ganho da massa magra através do exercício tem sido associado a melhora na função do sistema imunológico. Isso ajuda nosso corpo a combater doenças mais facilmente, principalmente, agora em época de pandemia.

Pela bioimpedância podemos ter pistas se estamos inflamados.

Quando ocorre a inflamação, o corpo envia um fluxo adicional de sangue para a área afetada. Isso causa um aumento da água extracelular naquela área em particular.

A inflamação ocorre quando uma parte do corpo sofre danos ou ferimentos e é uma reação normal do organismo ao dano. Essa é chamada de inflamação aguda, que provoca um aumento temporário da água extracelular.

A inflamação crônica, todavia, é algo mais sério que não é sempre prontamente detectada. Ela é acompanhada por um duradouro inchaço ou aumento da água extracelular, causado por uma disfunção celular ou estresse. A inflamação crônica pode levar a sérias doenças, como insuficiência renal, câncer e doenças cardíacas, se permitirmos que persista por muito tempo.

Um ótimo indicador da saúde celular é o Ângulo de Fase. Esta informação pode ser obtida nos equipamentos mais modernos, que mostra, o quanto suas células são saudáveis em comparação com pessoas da sua idade, mostrando se sua idade celular é compatível com sua idade cronológica, podendo ser melhor, igual ou pior do que a sua idade cronológica.

É importante conhecer a relação entre a massa muscular esquelética e a massa de gordura. Quanto mais massa muscular em relação com a massa de gordura, mais forte e mais saudável o corpo.

O percentual de gordura corporal normal no homem está entre 10 e 20% e na mulher está entre 18 e 28%. Com este dado é possível identificar com mais precisão se a pessoa está com sobrepeso ou obesidade, e identificar também o “falso magro”.

Prefira fazer a sua bioimpedância no mesmo aparelho ou aparelho com mesma tecnologia, assim fica mais fácil você perceber como você está evoluindo no seu plano de, por exemplo, ganho de massa muscular esquelética e redução da massa gorda.

Efeitos do jejum intermitente na nossa saúde

Pacientes obesos e com sobrepeso tem sido cada dia mais frequentes no meu consultório. Junto da obesidade vem o risco para o diabetes, dislipidemia, doenças cardíacas e câncer.

Existem várias estratégias para perder peso. Uma delas é o jejum intermitente. Mas será que é só modinha ou a ciência já nos fornece respostas claras sobre seu benefício?

A respeitada revista New England Journal of Medicine publicou uma revisão sobre o assunto no final de 2019. Abaixo um resumo os pontos mais importantes.

A glicose e os ácidos graxos são as principais fontes de energia do nosso corpo. Após uma refeição, a glicose é usada para fornecer energia e os ácidos graxos são acumulados no tecido adiposo como triglicerídeos.

Durante o período de jejum os triglicerídeos são quebrados em ácidos graxos e glicerol que serão usados como fonte de energia.

É no fígado que ocorrer a transformação destes ácidos graxos em corpos cetônicos que serão a principal fonte de energia para vários órgãos, em especial o cérebro, durante o jejum. Quanto estamos alimentados há poucos corpos cetônicos no sangue, porém, após 8 a 12 horas de jejum os níveis começam a aumentar.

Além de ser usada como fonte de energia, os corpos cetônicos regulam a atividade de muitas proteínas e moléculas conhecidas por influenciar a nossa saúde e envelhecimento.

Corpos cetônicos também estimulam a expressão do gene do BDNF, que é o responsável pela neuroplasticidade, com benefícios para a saúde cerebral e desordens psiquiátricas e neurodegenerativas.

Outros benefícios do jejum intermitente: melhora da regulação da glicose sanguínea, pressão arterial, frequência cardíaca, eficácia dos treinos de endurance e perda de gordura abdominal.

O jejum intermitente provoca um “estresse” às nossas células desencadeando uma série de respostas que levam a aumento de antioxidantes, reparo ao DNA, controle da qualidade de proteínas, fabricação de novas mitocôndrias e autofagia das defeituosas e reduz a inflamação.

Implicações para nossa saúde:

Em modelos animais, a alimentação intermitente melhora a sensibilidade à insulina, previne a obesidade causada por dieta rica em calorias e melhora a retinopatia diabética. Na ilha de Okinawa, onde tradicionalmente a população normalmente mantém um regime intermitente de alimentação, as taxas de obesidade e diabetes são baixas e a longevidade alta!

Já do ponto de vista cardiovascular, o jejum intermitente melhora vários indicadores da saúde cardiovascular em animais e humanos, incluindo pressão sanguínea, frequência cardíaca em repouso, níveis de colesteroal bom e ruim, triglicerídeos, glicose, insulina e resistência à insulina.

Além disso, o jejum intermitente reduz marcadores de inflamação sistêmica e estresse oxidativo associados à aterosclerose (obstrução das artérias).

Mais de um século atrás, Moreschi e Rous descreveram o efeito benéfico do jejum e
restrição calórica em tumores em animais. Após realização de vários estudos desde então, acredita-se que o jejum intermitente prejudique o metabolismo energético
nas células cancerígenas, inibindo seu crescimento e tornando-os suscetíveis a tratamentos clínicos. O mecanismo para tal é redução na sinalização da insulina.

Dados epidemiológicos sugerem que o excesso de ingestão calórica, principalmente na meia-idade, aumenta o risco de acidente vascular cerebral, doença de Alzheimer e Parkinson. Acredita-se que o jejum intermitente aumenta a atividade neuronal e resistência ao estresse através de múltiplos mecanismos, incluindo a melhora da função mitocondrial e autofagia, produção de fatores neurotróficos, defesas antioxidantes e reparo do DNA. Além disso, o jejum intermitente melhora a neurotransmissão inibitória pelo GABA, que pode prevenir convulsões e excitotoxicidade.

A perda de peso reduz os sintomas da asma em obesos. Isso ocorre por reduções significativas nos níveis séricos de marcadores de inflamação e estresse oxidativo.

O autor cita também considerações práticas:

Apesar das evidências dos benefícios à saúde do jejum intermitente e sua aplicabilidade a muitas doenças, existem impedimentos à disseminação e adoção desses padrões alimentares na comunidade e pelos pacientes.

Primeiro, uma dieta de três refeições com lanches todos os dias está tão arraigada na nossa cultura que uma mudança nesse padrão alimentar raramente será contemplado por pacientes ou médicos. A abundância de alimentos e a extensa comercialização nos países desenvolvidos também são grandes obstáculos a serem enfrentados.

Segundo, ao mudar para um regime de jejum intermitente, muitas pessoas experimentarão
fome, irritabilidade e capacidade reduzida de concentração durante períodos de adaptção a restrição alimentar. Contudo, esses efeitos colaterais iniciais geralmente desaparecem
dentro de 1 mês, então converse com seu médico e/ou nutricionista de confiança para passar por esta fase.

Terceiro, a maioria dos médicos não é treinada para prescrever intervenções específicas em jejum intermitente. Os médicos podem aconselhar os pacientes a gradualmente,
durante um período de várias semanas a meses, reduzir a janela de tempo durante o qual consomem alimentos todos os dias, com o objetivo de jejuar de 16 a 18 horas por dia. Isse tipo de jejum é relativamente tranquilo, pois, se jantarmos 19:00 horas e tomarmos café da manhã às 7:00 já teremos feito 12 horas de jejum!

Um(a) nutricionista deve ser consultado para garantir que as necessidades nutricionais do paciente estão sendo atendidos e para fornecer aconselhamento e educação. Como em toda intervenção em estilo de vida, é importante que os profissionais forneçam informações adequadas, comunicação contínua e apoio, e reforço positivo regular.

Quer avaliar de maneira mais objetiva como seu corpo está reagindo ao jejum intermitente? Sugiro realizar uma bioimpedância moderna, que forneça informações sobre vários marcadores biológicos: percentual de massa magra, percentual de gordura, água intra-celular e extra-celular e ângulo de fase, este último vai mostrar como anda sua saúde celular.

Estatinas e mortalidade cardiovascular

Um estudo ecológico interessante foi publicado em 2016 no Brithish Medical Journal relacionamento uso de estatinas e mortalidade cardiovascular.

O estudo ocorreu em países europeus e acompanhou a evolução da prescrição e venda de estatinas (drogas que reduzem o colesterol) com mortalidade por doença cardiovascular no período de 2000 a 2012. Os resultados foram interessantes.

Houve uma grande discrepância nos resultados encontrados. Em média os países avaliados nesse estudo tiveram redução média de 40% na mortalidade por doença cardiovascular e um aumento de 400% na venda de estatinas. O interessante é que alguns países essa associação foi comprovada (aumento de uso de estatinas e redução de mortalidade) enquanto em outros o efeito não foi tão evidente (apesar do aumento no uso de estatinas, as mesmas não foram relacionadas a redução de mortalidade cardiovascular na mesma proporção).

Os autores concluem que o aumento do uso de estatinas não correspondeu a redução de mortalidade cardiovascular, o que indica que muitas vezes a indicação das estatinas pode estar ocorrendo para populações consideradas de baixo risco cardiovascular, que não vão ter efetivamente benefício algum com a terapia. O estudo indica que fatores não associados ao risco individual para doença coronariana, como programas governamentais de saúde, guidelines, publicidade e marketing da indústria farmacêutica podem estar guiando esse aumento da prescrição.

Apesar do modelo de estudo não ser o ideal para avaliar causa e consequência (em virtude de ser um estudo ecológico tem suas limitações, já que muitas vezes não é possível atribuir um determinado efeito ao nível de indivíduo) é um trabalho interessante na medida que demonstra que nem sempre as condutas farmacológicas aplicadas refletem o que realmente seria indicado para cada paciente.

O estudo destaca ainda o foco necessário em mudanças de estilo de vida como sendo as medidas de maior impacto e efetividade na mortalidade por doença cardiovascular.

Fonte: BMJ, 2016
Time trends in statin utilisation and coronary mortality in Western European countries

Benefício da lentilha para redução de peso

As lentilhas são um alimento extremamente nutritivo e é uma boa ideia incluí-los em um regime de dieta saudável pelos seus numerosos benefícios para a saúde e principalmente para auxiliar na perda ou manutenção do peso.

Pelo fato de serem abundante em fibras solúveis, as lentilhas aumentam a saciedade, auxiliam no controle da absorção da glicose dos alimentos (auxiliando no controle da glicose sanguínea) e favorece a proliferação das bactérias benéficas do nosso microbiana intestinal, auxiliando também na perda de peso e na melhoria da saúde intestinal.

Revisão de diversos estudos norte-americanos e canadenses concluíram que adicionar lentilhas na dieta promoveu também uma redução de 5% nos níveis de colesterol LDL.

Além dessas vantagens a lentilha também é uma excelente fonte de proteína.

O que você precisa saber antes de começar uma dieta? 🍎

Dieta de redução de carboidratos (low carb) ou de gordura (low fat)? Essas são as dietas mais famosas que “garantem” resultados significativos.

No entanto, um estudo publicado recentemente no JAMA Journal (revista científica da American Medical Association) provou que a perda de peso é possível, independente da dieta escolhida, segundo pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, responsáveis pela pesquisa.

Para chegar a essa conclusão, durante um ano, os pesquisadores observaram a dieta de 600 voluntários, a maioria obesos, com idades entre 18 e 50 anos. Para participar da pesquisa, eles passaram por testes genéticos e exames para determinar os níveis de tolerância à glicose e sensibilidade à insulina e não fazer uso de medicamentos para diabetes ou hipertensão. Em seguida, os participantes foram designados de forma aleatória para dietas com baixo teor de gordura ou baixo teor de carboidratos, devendo reduzir o consumo de açúcar, de farinha refinada e gordura trans, além de consumir mais vegetais e alimentos integrais.

Mesmo seguindo dietas diferentes, os resultados foram muito similares. Além disso, os autores também perceberam que a sensibilidade à insulina não interfere na perda de peso e, ao contrário da crença geral, a genética exerce pouquíssima influência na escolha da dieta.

Ou seja, mais um estudo aponta que não existe de fato uma dieta melhor que a outra – os resultados dependem do encontro entre a dieta que melhor se adapta a você, que promove resultados e que pode, principalmente, ser mantida a longo prazo.

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Para conhecer mais sobre o estudo:
Effect of Low-Fat vs Low-Carbohydrate Diet on 12-Month Weight Loss in Overweight Adults and the Association With Genotype Pattern or Insulin Secretion: The DIETFITS Randomized Clinical Trial. JAMA. 2018;319(7):667–679. doi:10.1001/jama.2018.0245

Qual a quantidade de proteína 🥩 na dieta promove maior termogênese 🔥🔥🔥?

Um estudo buscou avaliar o gasto energético 🔥🔥🔥 proveniente da ingesta de proteínas 🥩 tanto em relação à sua quantidade como a qualidade (tipo) de proteína em adultos com excesso de peso. Foram usados o whey protein e a caseína como fontes de proteína no estudo que avaliou 17 indivíduos (homens e mulheres) e o gasto calórico através de calorimetria indireta.

Os resultados mostram que o DIT (Diet Induced Thermogenesis ou gasto energético da dieta) aumenta com uma dose além de 30 g de Whey Protein e que o gasto calórico foi maior com esse tipo de proteína do que com a caseína.

Embora sejam necessárias mais pesquisas para entender o mecanismo por trás do efeito de diferentes fontes de proteínas na termogênese, quantidades superiores a 30g de proteína por refeição 🍽️ podem ter bons resultados em relação ao seu efeito termogênico e perda/manutenção do peso.

Referência:
Effects of protein quantity and type on diet induced thermogenesis in overweight adults: A randomized controlled trial
Kassis, Amira et al. Clinical Nutrition, Volume 38, Issue 4, 1570 – 1580

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Prevenindo a obesidade infantil

Seguir quatro regras simples para todas as crianças é a melhor forma de prevenir a obesidade infantil:

5 ou mais frutas e vegetais por dia;
2 horas ou menos de “tela” (TV, videogame, celular, computador, tablets)
1 hora ou mais de atividade física
0 bebidas açucaradas, mais água e leite desnatado

TV e computador FORA do quarto! ZERO tempo de tela para crianças abaixo de 2 anos de idade.

Qual a melhor dieta pra perder peso?

Precisando perder uns poucos (ou muitos) quilinhos? Todo mundo que briga com a balança tem sempre a mesma pergunta: qual a melhor dieta para emagrecer?

Todo mundo tem sua dieta “milagrosa”: os amigos, os livros de auto-ajuda, as redes sociais e até mesmo profissionais de saúde. Mas dentre todas as modalidades de dieta (Atkins, South Beach, Zone Diet, Paleo, Low Carb, DASH, ADA, Keto entre outras) qual realmente produz maior perda de peso?

O que a ciência traz de evidência com certeza vai te frustrar: na verdade TODAS as dietas quando avaliadas produzem resultados similares. Quando são avaliados grupos sujeitos a essas diversas estratégias alimentares com condições hipocalóricas (ou seja, menos calorias do que os indivíduos efetivamente necessitariam, de forma a promover perda de peso), de 10 a 15% acabam ganhando peso e de 85% a 90% perdem peso, mas em intensidades diferentes. Esses estudos avaliaram a perda de peso de diversas dietas comuns em voluntários em um período de 3 a 6 meses e foram publicados em periódicos de grande impacto, como JAMA e New England Journal of Medicine.

Outro dado interessante: a composição da dieta entre carboidratos, proteínas e gorduras também não apresentou mudanças significativas na perda de peso.

Talvez o único dado efetivamente conclusivo dos estudos é que essas mudanças dietéticas SOMADAS a atividade física produziu melhores resultados de perda de peso do que somente a estratégia dietética isolada. A atividade física, mesmo que pouquíssima produziu efeitos na perda de peso (algo como 26 minutos de atividade física por SEMANA já aumentou em 4,4% a perda de peso).

Então afinal como responder à pergunta: qual a melhor dieta para emagrecer? Talvez o erro esteja na forma de fazer a pergunta – o mais certo seria “qual a melhor dieta para eu emagrecer?”. A melhor dieta é aquela que você consegue ADERIR com maior facilidade e que produz resultados.

Na dúvida, consulte um médico nutrólogo ou nutricionista para saber qual a melhor estratégia PARA VOCÊ. Como os estudos comprovam, a abordagem deve ser “sob medida”, respeitando suas individualidades e seus objetivos.

Referências:

Sacks FM, Bray GA, Carey VJ, et al. Comparison of weight-loss diets with different compositions of fat, protein, and carbohydrates. N Engl J Med. 2009;360(9):859-73.
Gardner CD, Kiazand A, Alhassan S, et al. Comparison of the Atkins, Zone, Ornish, and LEARN Diets for Change in Weight and Related Risk Factors Among Overweight Premenopausal WomenThe A TO Z Weight Loss Study: A Randomized Trial. JAMA. 2007;297(9):969–977. doi:10.1001/jama.297.9.969
Look AHEAD Research Group, Wadden TA, West DS, et al. The Look AHEAD study: a description of the lifestyle intervention and the evidence supporting it. Obesity (Silver Spring). 2006;14(5):737-52.

Qual o real impacto da genética e do tipo de dieta na perda de peso?

Não, não é a sua genética. Também não é a insulina. Um interessante estudo publicado no periódico JAMA analisou o impacto a genética e do nível de insulina em mais de 600 participantes buscando responder o seguinte: qual o impacto desses itens em dois padrões de dieta (pouca gordura e pouco carboidrato) na perda de peso?

Para isso os pesquisadores analisaram os genes dos participantes (para identificar quais tinham genética melhor para metabolizar carboidratos e quais tinham melhor genética para metabolismo de gorduras) e os dividiram em dois grupos aleatórios. O primeiro grupo recebeu uma dieta low-fat e o segundo uma dieta low-carb e foram acompanhados por 12 meses.

Após 12 meses analisaram os resultados: a perda de peso não teve correlação nem com a genética nem com o nível de insulina (outro dado levantado no estudo como hipótese para prever a perda de peso). 

Mas afinal e com relação às dietas nesses grupos? Qual foi a melhor dieta: low fat ou low carb? Em nenhum dos dois grupos houve diferença significativa entre as dietas – ou seja, tanto faz.

Essa pesquisa é muito interessante uma vez que mostra como a questão de perda de peso e obesidade é muito mais complexa do que aparenta ser. 

Para conhecer mais sobre o estudo:
Effect of Low-Fat vs Low-Carbohydrate Diet on 12-Month Weight Loss in Overweight Adults and the Association With Genotype Pattern or Insulin Secretion: The DIETFITS Randomized Clinical Trial. JAMA. 2018;319(7):667–679. doi:10.1001/jama.2018.0245